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20 de maio de 2015

Inter-Aldeias - Época 2015



Decorreu no passado domingo, dia 17 de Maio, a primeira jornada do torneio de futebol Inter-aldeias. Este ano, a sua organização coube ao Clube Desportivo da Póvoa de Rio de Moinhos conseguindo reunir a participação de nove equipas de jovens jogadores amadores representado assim as suas aldeias, sendo elas: 

- Barbaído;
- Freixial do Campo; 
- Idanha-a-Nova; 
- Louriçal do Campo; 
- Póvoa de Rio de Moinhos; 
- Rochas de Baixo; 
- Salgueiro do Campo; 
- Soalheira; 
- Tinalhas.

O sorteio ditou a classificação das equipas da seguinte forma:

Fonte: http://bolanabeira.blogspot.pt

Louriçal do Campo representa-se com a seguinte equipa:

Fonte: https://www.facebook.com/freguesia.louricaldocampo

A ideia não é nova no concelho de Castelo Branco pois trata-se de uma tradição de largos anos, embora, com algumas interrupções passageiras. O gosto por esta modalidade junta os mais aficionados da modalidade.
 
Para consulta dos resultados de cada jormada, recomenda-se a consulta do site http://bolanabeira.blogspot.pt/

Resta felicitar a organização e participantes, com os votos de um bom torneio.

xxcucoxx

12 de maio de 2015

O palco do Cine-Teatro de Castelo Branco, foi nosso (...)



Realizou-se no passado domingo, dia 10, pelas 17 horas, no Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco, um grande concerto musical pela Banda Filarmónica de Louriçal do Campo.

Dados os seus setenta e seta anos de vida, conta actualmente com um conjunto de músicos maioritariamente de tenra idade que, mestrados pela maestrina Ana Filipa Terra, se afirma com a sua classe de distinção no concelho, continente, ilhas e países tais como Espanha e França.

Tal concerto apresentou-se com o propósito de dar a conhecer ao público em geral, o seu belo trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no mundo musical.

Um agradecimento muito especial a todos os intervenientes do carácter organizacional de ambos os lados, maestrina, músicos, sócios, mas também a todos os presentes.


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Uma palavra amiga de agradecimento, à fonte amiga pelos pequenos excertos do concerto.
xxcucoxx

25 de abril de 2015

Dia da Liberdade (Um obrigado)


Lisboa, 25 de Abril de 1974

Quando se deu o 25 de Abril de 1974, tinha eu cerca de 6 meses de vida e portanto, encontrava-me recatado em casa na companhia da minha mãe. A minha avó paterna morrera entretanto por esses dias e, portanto, viviam-se dias de luto.

Conta a minha mãe que a manhã do dia 25 desse ano, foi uma manhã relativamente agitada. A população saiu á rua graças ás vozes da rádio que se fazia ouvir. O medo instalou-se sem se saber bem como, e o seu porquê. Algo teria acontecido bem longe da pacatez, lá para os lados da capital chamada Lisboa. Ao mesmo tempo, o sentimento era de paz pois os mais chegados (entenda-se, familiares mais próximos), encontrariam por perto.

O meu pai, na altura, prestava serviço militar. Estava com licença de férias por uma semana. Havia necessidade de alimentar uma família e por isso, aproveitava os dias de licença para lavrar terras do meu avô a troco de algum dinheiro que lhe era dado ao final do dia de trabalho.

Minha mãe, essa grande mulher e de garra, mediante tal agitação socialmente estranha, pegou-me ao colo e, dirigiu-se à casa dos meus avós onde estaria o meu pai que, após ter-lhe contado o sucedido, acalmou-a.

No final do dia e de regresso a cada, os comportamentos sociais estavam apaziguados como se nada se tivesse passado.

Este é o relato que consigo dos meus pais e relativo ao dia tão importante que foi para Portugal, em 25 de Abril de 1974 em Louriçal do Campo.

Agora com quase 42 anos de idade e 41 de liberdade, olho em frente e vejo um vazio que me atormenta cada dia que passa. Uma incerteza que paira no ar sem qualquer esperança futura. Uma vida intitulava no “day by day” sem quaisquer planos futuros porque, até esses já mos roubaram.

Tanto como tantos, tenho uma família em que aposto diariamente mas que me impossibilitam de planear o seu futuro. Desacreditei na esperança dos governantes deste pseudo-país que tão pequeno, e que ninguém quer saber (…). Olho em meu redor e vejo um desgoverno querendo governar mas também outros corruptos que já nem sei a cor do seu colarinho. Deixei de acreditar em tudo e em todos. Vivo um dia de cada vez (…).

Viva a liberdade ou pelo menos, a liberdade de expressão. Essa sim, agradeço-a a todos os que por ela lutaram.

Bem-haja e votos de um feliz dia da liberdade. Viva o 25 de Abril.

xxcucoxx

20 de abril de 2015

Louriçal do Campo merece (...)


Louriçal do Campo - Inícios década de 80


Estivemos em Louriçal do Campo para passar a Páscoa na comunhão de familiares e amigos. Foram três dias bem passados onde houve lugar também a trabalhos de limpeza dos quintais que rodeiam as casas de habitação de familiares.

Muitas são as casas de habitação referenciadas como habitação não permanente. Assim, nestes dias de festa, e dada a visita de seus proprietários e familiares, todas as portas e janelas se abrem para arejar o interior destas.

Cruzei-me com desconhecidos que nunca tinha visto por ali. Foram-me apresentados e depressa percebi das suas origens. Oriundos de Lisboa que, a convite de um conterrâneo com habitação não permanente, demonstraram o gosto e encanto pela aldeia.

As cantarias de granito na construção das habitações, a natureza envolvente e, sobretudo o cuidado com a limpeza das artérias de Louriçal do Campo, foram pontos fortes e de destaque que lhes proporcionaram vontade de voltar e, até mesmo que sabe, poderem no futuro, vir a adquirir casa de campo (como lhe chamaram).

Eis mais uma de tantas provas que Louriçal do Campo é uma terra de encanto para quem a vive e, quem a visita, volta decerto.

Muitas têm sido os mais variados eventos e iniciativas de carácter geral, organizados pelas várias entidades, associações e gentes que gostam da aldeia que têm dado sucessão ao digno e bom nome de Louriçal do Campo. Muitos outros que, aparentemente mais ausentes e sem ao olhar de todos, também se esmeram com feitos a favor da nossa aldeia.
  
As tecnologias de informação, particularmente as redes sociais, têm sido um bom meio de transporte e por isso, bem aproveitadas na divulgação das actividades que ocorrem e por conseguinte, na aproximação das pessoas como colectivo.

Acredito estarmos no trilho certo. É uma questão de continuidade e de criatividade. Cativando a iniciativa e envolvência dos mais novos precavendo assim a criação de “grupinhos” porque, tendo em conta densidade da nossa aldeia, não deverá haver lugar a eles.

xxcucoxx